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Espécie

Lagosta-branca

Marisco

A lagosta-branca é a jóia escondida dos mares do sul, um tesouro de uma delicadeza e de uma raridade que a tornam um dos mariscos mais cobiçados. Com a sua carapaça de tons rosados e a sua carne de uma doçura celestial, a lagosta-branca é uma experiência gastronómica que fica na memória. Não tem a fama da sua prima azul, a lagosta europeia, mas a sua subtileza e a sua elegância conquistam os paladares mais exigentes. Provar uma lagosta-branca é descobrir um segredo, um sabor que nos transporta para as águas quentes e cristalinas onde habita.

A Lagosta-branca (Palinurus mauritanicus) é um crustáceo que habita as águas mais profundas e quentes do Atlântico. É uma lagosta da família das lagostas “espinhosas”, que se distinguem por não terem as grandes pinças da lagosta europeia, mas sim umas longas e espinhosas antenas. É um animal de hábitos noturnos, que vive em fundos rochosos, onde se alimenta de moluscos e outros pequenos invertebrados.

É uma espécie menos comum que a lagosta europeia, e a sua pesca é mais rara, o que a torna um produto de luxo. É capturada com covos, uma arte de pesca artesanal e seletiva, que garante a sua qualidade e a sustentabilidade da espécie.

A lagosta-branca é um animal de uma beleza delicada. A sua carapaça é de tons rosados e alaranjados, e as suas longas antenas dão-lhe um ar elegante e exótico. Mas é a sua carne que a torna tão especial. É uma carne de uma brancura imaculada, com uma textura muito tenra e uma doçura e um sabor a mar que são simplesmente inesquecíveis. É uma carne mais delicada e menos fibrosa que a da lagosta europeia, e que se desfaz na boca em lascas suculentas.

O seu sabor é subtil e elegante, com notas adocicadas que a distinguem de outros mariscos. É um sabor que pede preparações que o respeitem, que não o mascarem com ingredientes demasiado fortes.

Com uma matéria-prima tão nobre, a simplicidade é a chave. A forma mais pura de a apreciar é cozida em água do mar. A cozedura deve ser breve, para não secar a carne. Servida morna, com uma maionese caseira ou um molho de manteiga e limão, é uma entrada ou uma refeição ligeira de luxo.

Grelhada na brasa, a lagosta-branca é um espetáculo. Aberta ao meio e grelhada com a casca virada para baixo, a sua carne cozinha lentamente no seu próprio vapor, ficando com um sabor fumado e uma textura incrivelmente suculenta. Um pouco de manteiga de alho e ervas por cima é o toque final para uma experiência divina.

Uma receita tradicional para a lagosta-branca é suada. Cozinhada lentamente num refogado de cebola, tomate e pimentos, a lagosta liberta os seus sucos, criando um molho rico e aromático. A sua carne, tenra e suculenta, absorve os sabores do estufado, resultando num prato de conforto e de celebração.

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João Martins

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